Atenção, casais: se mudar ou não se mudar quando a mulher está grávida?

Vamos ouvir o relato da Sônia…

“Eu tinha 31 semanas de gravidez quando eu e meu marido conseguimos encontrar um apartamento do nosso gosto, com um dormitório ótimo para colocar o nosso bebê, prestes a nascer. Minhas juntas dos braços, das pernas e principalmente dos joelhos doíam sem parar, minhas costas pareciam estar totalmente machucadas e minha coluna tinha estalos frequentes que pareciam que iam quebrar a qualquer instante. Isso é o que uma mulher pode esperar no oitavo mês de gravidez.

E com uma mudança pela frente?

Limpeza do novo imóvel, móveis chegando, decoradora entrando e saindo, apartamento sendo reformado, pintado, cheiro de tinta, de madeira sendo cortada, móveis novos, minha nossa! Eu vomitava sem parar.

E o apartamento antigo? Meu Deus, havia a limpeza a ser feita, a entrega do imóvel, pintura, vistoria, meus móveis todos em caixas, uma bagunça, gente entrando, saindo, poeira, ânsia de vômito, enjoos, náuseas, eu  lutando contra as lágrimas. Todos os conselhos que recebi eram para não enfrentar uma mudança durante a gravidez, todo mundo dizia para esperar o filho nascer.

Pois é, eu já tinha um filho pequeno, com 14 meses de vida, ainda mamando e eu estava vendo exatamente o que é se mudar com um bebezinho demandando atenção e cuidados. Grávida de 8 meses e com um filho pequenininho, então eu conheço os prós e os contras das duas situações, sei ilustrar como é cada uma. E tenho que dizer, eu e meu marido não somos ricos a ponto dele poder largar o trabalho e gerenciar tudo, além de ter uma babá pra cuidar do bebê pequeno e uma empregada para controlar a saída da mudança de um imóvel e a chegada e arrumação no outro imóvel. Então eu tinha que estar presente nos dois, enquanto organizava decoradores, limpeza, entregadores e montadores de móveis, técnicos de instalação disso, daquilo e tantas outras coisas.

Assim eu posso falar resumidamente o que você pode esperar em ambas situações.

Primeiro, se puder, coloque seu marido para resolver tudo e você fica do lado do telefone, pra ele te ligar e perguntar tudo o que precisar. Se o marido, namorado, noivo, companheiro e etc., não puder ficar longe do trabalho pra resolver essas coisas, se mude num sábado de manhã, por que de tarde não pode entrar ou sair com mudança em condomínios residenciais horizontais ou verticais. Assim fica mais fácil para ele se ausentar do trabalho. E se não der pra ele sair, coloque sua mãe, seu pai, os pais dele, cunhado, cunhada, irmão, irmã, tia, prima, amiga, qualquer pessoa para gerenciar a saída de um imóvel e a entrada no outro imóvel, enquanto você fica com o telefone gerenciando tudo à distância. Por que grávida é super complicado gerenciar tudo, mãe de filho pequeno é super difícil gerenciar tudo. Ou seja, em qualquer uma das duas situações, vai ser um sofrimento só. E se não tiver jeito, então faça você mesma.

Segundo, contrate uma diarista para te ajudar em cada imóvel e vai dando as instruções para as duas, como fazer isso, como fazer aquilo, onde colocar isso, onde colocar aquilo. O pessoal da mudança chega com as coisas e ela vai te perguntando onde colocar tais e tais coisas. E o que tiver de instrução escrita para deixar com elas, melhor. Aliás, se a mudança já sai organizada da sua casa, mais fácil será para reorganizar tudo no imóvel novo. Claro, estamos falando de uma mudança dentro do mesmo município, por que se for de uma cidade para outra ou interestadual, aí fica mais difícil. Você gerencia a saída de tudo à distância e depois gerencia a chegada de tudo à distância.

Terceiro, em hipótese alguma esteja no mesmo lugar de onde a mudança está saindo enquanto tudo está sendo desmontado e colocado no caminhão. Grávida ou com filho pequeno, você não quer, não pode e não deve participar da destruição organizada do seu lar. O stress é grande demais e pode prejudicar o seu leite, a amamentação e a sua gravidez. Eu tive problemas com isso, minha adrenalina subiu para o leite e meu filho pequeno ficou com cólicas terríveis por dias. E quanto à gravidez, o stress me deu taquicardia e meu marido teve que ir me buscar de tão mal eu fiquei. Choro, vômito, enjoos, coração acelerado, stress, nervosismo… Nada disso é bom para o bebê que não nasceu ou para o bebê que já nasceu. Então evite participar, o que os seus olhos não vêem, o seu bebê não sente.

Quarto, nunca, jamais, fique parada num lugar que está cheio de pó, tinta, sujeira, homens caminhando pra lá e pra cá com caixas pesadas, gente entrando e saindo. Se está grávida vai ficar zonza, se tem filho pequeno vai colocar o bebê em risco. Você não tem ideia dos acidentes que acontecem quando um monte de gente entra e sai de uma casa recebendo mudança ou de uma casa de onde sai a mudança. Pela segurança do seu bebê não nascido e do filho já nascido, não fique em nenhum dos dois lugares. Qualquer coisa pode acontecer, melhor evitar.

Quinto, mulher detesta coisas fora de lugar, bagunça, desordem e muita falta de noção de homem em casa. Agora imagina vários homens mexendo nas suas coisas, desmontando tudo, de forma brusca e colocando coisas suas em risco de quebra, queda ou estrago. Você vai ficar tão brava, mas tão brava, que vai primeiro passar toda a sua raiva para o seu bebê ou para o seu filho pequeno. E resista bravamente, não mexa em nada e nem fique em nenhum dos dois imóveis, por mais difícil que seja.”

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